RIO - Ele tem de 200 a 300 quilômetros de largura, milhares de quilômetros de extensão, carrega um volume de água que chega a ser equivalente ao do Rio Amazonas, mas ninguém vê. Isso porque trata-se de um dos maiores "rios voadores" do mundo, uma corrente de vento, conhecida como jato de baixa altitude, que sopra entre um e três quilômetros de altura e traz umidade da Amazônia até a região centro-sul do Brasil. Esse enorme rio, porém, pode ter sua rota e o seu volume alterados pelo aquecimento global e o desmatamento, com graves consequências para a agricultura e produção de energia no país.
O maior rio voador brasileiro nasce onde os principais rios "terrestres" do país deságuam, o Oceano Atlântico. A ação do Sol sobre a região equatorial do mar evapora grande quantidade de água. Esta umidade é carregada pelos ventos alísios, que sopram de leste para oeste, para a Região Norte do Brasil. No total, são cerca de 10 trilhões de metros cúbicos de água por ano que chegam à Amazônia na forma de vapor. Parte cai como chuva, enquanto outra parte segue até encontrar a muralha da Cordilheira dos Andes. Lá, precipita como neve, que quando derreter vai alimentar os rios da Bacia Amazônica. A maior parte da chuva que cai sobre a floresta, no entanto, volta a evaporar, numa proporção que pode chegar a 75%, conta Pedro Leite da Silva Dias, diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo.
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O clima não é só atmosfera. É o oceano, o Sol, a terra, as plantas. O clima é interação
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É esta umidade que vai dar corpo ao rio voador da Amazônia, que flutua então sobre a Bolívia, o Paraguai e os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo, podendo alcançar ainda Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, levando a maior parte das chuvas para todas essas regiões.
O desmatamento da Amazônia pode secar, e muito, o rio aéreo, alerta Pedro Dias. Enquanto um metro quadrado de mar evapora um litro de água por dia, uma área equivalente da floresta perde entre oito e nove litros diários. Nesse processo, o maior rio voador brasileiro pode até dobrar de volume, atingindo uma vazão similar à do Rio Amazonas, que despeja cerca de 200 milhões de litros de água no Oceano Atlântico por segundo. Mas, segundo Dias, modelos climáticos mostram que, sem a floresta, a quantidade de chuva que cai na Amazônia diminuiria em até 30%. Além disso, sem as árvores a região perderia a capacidade de armazenar parte da umidade, o que faria com que o rio voador corresse mais depressa, provocando tempestades severas no sul do Brasil e na Bacia do Prata.
- Daí a preocupação com o impacto climático do uso da terra na Amazônia. Sem a cobertura vegetal, teríamos menos 15% a 30% das chuvas lá, com impactos semelhantes nas bacias adjacentes e aumento da frequência de eventos extremos. O clima não é só atmosfera. É o oceano, o Sol, a terra, as plantas. O clima é interação - destaca Dias.
Para melhor compreender como funciona este rio voador, sua rota e influência no clima e no regime de chuvas no Brasil e na América do Sul é que teve início, em 2007, o projeto Rios voadores. Idealizado pelo aviador e ambientalista Gerard Moss, ele conta com a participação de cientistas de diversas instituições brasileiras, entre eles Dias. Pilotando um monomotor modelo Sertanejo, da Embraer, Moss realizou, entre 2008 e o início do ano passado, 12 campanhas, nas quais recolheu mais de 500 amostras da umidade que corre no rio voador sobre o céu brasileiro, passando por cidades como Belém, Santarém, Manaus, Alta Floresta, Porto Velho, Cuiabá, Uberlândia, Londrina e Ribeirão Preto. Para tentar identificar a origem, a dinâmica e o deslocamento das massas de ar e da água, foi feito um estudo de isótopos de hidrogênio (H2, deutério) e oxigênio do vapor d'água recolhido por Moss. Estas amostras foram analisadas pelo Laboratório de Ecologia Isotópica da USP, no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), em Piracicaba. Nelas, ficou confirmado que grande parte da água do rio voador vem mesmo da Floresta Amazônica.
- Por terem propriedades físico-químicas distintas, as moléculas de água que contêm esses isótopos comportam-se diferentemente nos processos de evaporação, transpiração e condensação do vapor d'água - explica o engenheiro agrônomo Eneas Salati, diretor da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e coordenador científico do projeto.
RIO - A Estação Espacial Nasa registrou o desprendimento de um enorme iceberg do glacial Jakobshavn Isbrae, na Groenlândia. Um bloco imenso de gelo do tamanho de 7 quilômetros quadrados começou a se separar nos dias 6 e 7 de julho, como mostram as imagens captadas pela Nasa. O fenômeno não era esperado porque ocorreu justamente depois de passado um inverno quente, mas que não gerou formação de gelo na baía do glacial. A pesquisa, coordenada por Ian Howat, do Byrd Polar Research Center, da Universidade do Estado de Ohio, e Paul Morin, diretor do 'Antarctic Geospatial Information Center, da Universidade de Minnesota, supervisionaram as imagens por satélite para controlar as mudanças na camada de gelo da Groenlândia.
- Ainda que já se tenham produzido blocos de gelo dessa magnitude, nenhum gelo foi gerado na baía após o inverno quente - explicou Thomas Wagner, cientista da Nasa. - O fenômeno reforça a teoria de que o aquecimento dos oceanos é o responsável pelo degelo observado na Groenlândia e na Antártica.
Mais de 10% de todos os icebergs que se formam na Groenlândia procedem do glacial Jakobshavn, considerado o maior "fornecedor" do aumento do nível do mar no hemisfério Norte. Os cientistas contam com imagens de vários satélites para monitorarem as mudanças nas camadas de gelo dos dois polos.
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Um ativista de peso em prol do nosso querido planeta
A REALIDADE IMITA A FICÇÃO
Gigante
Iceberg gigante se rompe da Antártica e ameaça mudar correntes marítimas
Publicada em 26/02/2010 às 15h47m
O Globo com agências internacionais RIO - Um enorme iceberg, com aproximadamente metade do tamanho de Brasília, deslocou-se do continente Antártico após colidir com outro iceberg gigante, podendo causar alterações nas correntes marítimas do planeta e no clima. O alerta foi feito por cientistas australianos, que afirmam que ele poderá bloquear uma área que produz um quarto de toda a água densa e gelada do mar. Se isso acontecer, os invernos ficarão mais frios no Atlântico Norte e os padrões de clima serão alterados ao longo dos anos.
Segundo os especialistas, os efeitos serão corrente abaixo e os pinguins e outros animais selvagens que normalmente usam esta área para alimentar-se também sofrerão o impacto.
O iceberg está flutuando em uma área de água aberta cercada de gelo do mar e conhecida como polinia.
A água gelada e densa produzida pela polinia desce para o fundo do mar e cria a água densa salgada que tem papel-chave na circulação dos oceanos ao redor do globo.
Benoit Legresy, um glaciologista francês, afirmou que o iceberg descolou-se da Geleira Mertz, uma língua de gelo saliente de 160 km na Antártica Leste, ao sul de Melbourne.
Vem ai a 15ª Conferência das Partes da Convenção de Mudanças Climáticas das Nações Unidas. Após a polemica do All Gore, vamos ver se eles vão fazer a diferença e mostrar que os filmes catastrofes são realmente ficção cientifica.
Grupo defende manipular a Terra contra aquecimento
da Folha de S.Paulo
A viabilidade de estratégias artificiais para resfriar o planeta ainda está longe de ser bem conhecida, mas a ciência não deve abandonar de todo esses recursos no combate ao aquecimento global, diz a maior associação acadêmica da Europa. Em um relatório publicado ontem, a Royal Society pediu ao governo britânico para bancar um programa de 10 bilhões anuais a fim de resolver dúvidas sobre o uso de técnicas da chamada geoengenharia.
O termo
se refere à manipulação da atmosfera e da superfície da Terra para contrabalançar as emissões de gases do efeito estufa. São propostas como o lançamento maciço de aerossol na estratosfera terrestre para refletir o calor solar para o espaço antes que ele chegue aqui em baixo. Ou pintar de branco todos os telhados e ruas do mundo para evitar que o planeta absorva muito calor.
Arte/Folha de S.Paulo
Abarcando algumas ideias mais mirabolantes que outras, a geoengenharia é considerada um delírio tecnológico por muitos cientistas. Não sem razão. Nenhuma proposta do tipo, por enquanto, é tão viável quanto a negociação de um acordo global para cortar as emissões de CO2 -solução tecnicamente simples, ainda que politicamente complexa.
Uma coisa não exclui a outra, porém, afirma o relatório da Royal Society, produzido por uma equipe de mais de 20 cientistas de ponta liderados por John Shepherd, da Universidade de Southampton.
"Há um sério risco de as ações de mitigação não serem introduzidas suficientemente e em tempo", diz o relatório. "A menos que os esforços futuros para reduzir emissões de gases-estufa sejam muito mais bem sucedidos do que aqueles feitos até agora, ações adicionais poderão ser necessárias para resfriar a Terra neste século."
O grupo da Royal Society, porém, reconhece que as ideias para tal ainda são cruas.
"A geoengenharia do clima terrestre muito provavelmente é tecnicamente possível", continua o documento. "Contudo, a tecnologia para isso mal se formou, e há grandes incerteza a respeito de eficácia, custo e impactos ambientais."
O relatório divide as ideias vigentes em dois grupos. O primeiro consiste em técnicas para sequestrar CO2 do ar, potencializando os cortes de emissões. O segundo grupo engloba estratégias para reduzir a absorção de radiação solar.
Se a geoengenharia for necessária um dia, diz o documento, as técnicas do primeiro grupo são preferíveis, porque também ajudam a combater a acidificação dos oceanos, outro efeito nocivo do CO2. Elas seriam uma gambiarra meteorológica que não afetaria tanto o sistema climático da Terra.
Arte/Folha de S.Paulo
As técnicas do segundo grupo, porém, têm o potencial de provocar um resfriamento mais rápido da Terra, e numa situação de emergência global, poderiam ser adotadas por períodos curtos de tempo.
Muitas propostas de uso da geoengenharia, porém, também precisariam de acordos internacionais para serem adotadas, e a Royal Society diz que fatores políticos devem ser considerados nos estudos.
Uma ponte de gelo que liga um bloco do tamanho da Jamaica a duas ilhas da Antártica rompeu-se, informaram pesquisadores neste final de semana.
Cientistas afirmam que o rompimento pode indicar que o bloco Wilkins, como é conhecido o território, flutuará livremente, o que seria um sinal das mudanças provocadas pelo aquecimento global.
O bloco Wilkins, que fica no oeste da Península Antártica, está diminuindo de tamanho desde a década de 1990.
Para os pesquisadores, a ponte de gelo era uma barreira importante que mantinha o bloco ligado à região. O rompimento permitiria que o bloco Wilkins se movimentasse livremente entre as ilhas de Charcot e Latady.
Nível do mar
Fotos da Agência Espacial Europeia haviam demonstrado que a ponte estava começando a se romper. O pesquisador David Vaughan, do instituto British Antarctic Survey, colocou um GPS na ponte de gelo em janeiro e está monitorando o movimento do bloco Wilkins.
"Nós sabemos que [o bloco de gelo Wilkins] está completamente ou muito estável desde os anos 30, e depois ele começou a diminuir de tamanho nos anos 90", disse ele à BBC.
Pesquisadores estão preocupados com efeitos das mudanças climáticas
"O fato de que ele está diminuindo e agora perdeu conexão com uma das ilhas é uma indicação forte de que o aquecimento da Antártica está tendo efeito em outro bloco de gelo."
O rompimento não deve ter impacto direto no nível dos mares, porque o gelo está flutuando e não derreteu, mas cientistas estão preocupados com as mudanças no clima da Antártica.
Nos últimos 50 anos, a península tem sido uma das que mais está se aquecendo no planeta.
Muitas das camadas de gelo diminuíram no período e seis delas se romperam por completo - Prince Gustav, Larsen Inlet, Larsen A, Larsen B, Wordie, Muller e Jones.
Pesquisas mostram que quando os blocos se rompem, as geleiras e as massas degelo começam a se movimentar em direção ao Oceano. É esse gelo que pode aumentar o nível do mar, mas ainda há muitas dúvidas sobre a forma como esses fenômenos estão ocorrendo.
Esses fenômenos não foram incluídos no relatório do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que fez projeções sobre o aumento do nível do mar no futuro. O texto de 2007 do IPCC diz que as dinâmicas do gelo ainda são pouco compreendidas pelos cientistas.
É HOJE ! APAGÃO CONTRA O AQUECIMENTO GLOBAL
SÃO PAULO – Vários pontos turísticos de São Paulo e Rio de Janeiro apagarão as luzes hoje, entre 20h30 e 21h30, como forma de alerta para a importância do combate às alterações climáticas no mundo.
Trata-se da ação Hora do Planeta, uma iniciativa da ONG WWF (Worldwide Fund for Nature), que acontece em cerca de 2 500 cidades pelo mundo. A entidade realizou essa manifestação pela primeira vez em 2007, na Austrália, e espera que este ano a campanha atinja mais de um bilhão de pessoas.
Em São Paulo, monumentos como o Teatro Municipal, o Parque do Ibirapuera, a ponte Octavio Frias de Oliveira e os estádios do Pacaembu e do Morumbi ficarão apagados no horário previsto.
No Rio de Janeiro, as luzes se desligarão no Cristo Redentor, no Pão de Açúcar e na orla de Copacabana. Como sinal de início da campanha, a ilha Chatham, na Nova Zelândia, ficou às escuras hoje a partir das 3h45, no horário de Brasília.
Veja abaixo o vídeo de divulgação da Hora do Planeta.
ALGUEM LEMBRA DO FILME O DIA DEPOIS DE AMANHÃ ?Comentar
Bloco de gelo maior que Havaí se desprende da Antártida
17 de fevereiro de 2009 • 13h53 • atualizado às 14h41
Um bloco de gelo de 14 mil km², maior que a ilha do Havaí, se desprendeu da Plataforma de Gelo Wilkins, na península antártica, como "consequência do aquecimento global", informou nesta terça-feira o Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), na Espanha. Os icebergs gigantes nos quais este bloco de gelo se fragmentou começam a se espalhar pelo Oceano Austral.
Uma equipe de pesquisadores do CSIC analisa desde o último domingo, a bordo de uma embarcação de pesquisa oceanográfica, o impacto do fenômeno sobre o ecossistema do Mar de Bellingshausen. A equipe científica também presenciou como a frente de gelo do Mar de Bellingshausen retrocedia 550 km em duas semanas.
Os cientistas disseram que as temperaturas de água são extraordinariamente quentes nesta região. Segundo os pesquisadores, o desprendimento e a fragmentação do enorme bloco de gelo produzirá o conseqüente aumento do nível do mar.
Nos últimos 50 anos a península antártica experimentou o maior aumento de temperatura registrado no planeta: 0,5 grau centígrado por década.
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.
SÃO PAULO – Em breve, florestas devastadas poderão ser replantadas por helicópteros e sensores computacionais, se a tecnologia for aprovada em teste no Brasil.
A invenção da C-Questor de Weybridge, em Surrey, na Inglaterra, quer implementar uma solução rápida, de custo reduzido e eficaz para replantar áreas verdes de matas destruídas por fogo ou por exploração ilegal de madeireiras.
Por helicóptero, a empresa pretende desenvolver uma descida técnica que instalará centenas de mudas de árvores, com sementes não-vulneráveis e cones de plástico biodegradáveis para garantir o suporte.
Lançado com segurança a sete centímetros do solo, cada cone de 15 centímetros possui compostos que se enterram e retém água no solo.
De acordo com a C-Questor, lançar somente sementes das alturas é extremamente infértil: 75% delas não vingam, ou porque são devoradas, ou são sopradas para terrenos impróprios.
Até 200 mudas podem ser plantadas em uma viagem, individualmente, por um dispositivo de um tamanho de um colchão controlado por um computador.
A chamada tecnologia “Treepak” terá seus primeiros testes ainda este ano no Brasil, porém, não há data e local definidos. Provavelmente será em um local onde precise de replantação de árvores de mogno.
29 / 01 / 2009 RJ adere à mobilização mundial contra o aquecimento
A prefeitura do Rio de Janeiro e a ONG ambientalista WWF-Brasil lançaram às 11h desta quarta-feira (28) a participação do Rio de Janeiro na Hora do Planeta. A iniciativa marca a adesão brasileira ao movimento mundial de mobilização contra o aquecimento global.
O Cristo Redentor, o parque do Flamengo, a orla de Copacabana, o Pão de Açúcar e o Jóquei Clube terão suas luzes desligadas das 20h30 às 21h30, no dia 28 de março, quando a cidade do Rio de Janeiro participará da Hora do Planeta, movimento mundial em defesa do clima, iniciativa que envolve governos de vários países com o objetivo de conscientizar a população mundial sobre as mudanças climáticas na Terra.
A cerimônia de lançamento, que ocorreu no Palácio da Cidade e teve a presença do prefeito Eduardo Paes e do presidente do conselho diretor do WWF-Brasil, Álvaro de Souza, registrou o início do apoio do Brasil à conscientização.
Segundo o prefeito carioca, um dos principais objetivos da administração municipal é fazer com que a cidade do Rio de Janeiro volte a ser um exemplo de preservação ambiental.
"O Rio de Janeiro, desde a Eco 92, sempre teve papel fundamental na questão ambiental, mas infelizmente esses esforços foram perdidos ao longo dos anos" disse.
Paes também convocou a população carioca a participar do evento desligando as luzes de suas residências no dia 28. Álvaro Souza, diretor da WWF Brasil, organização que promove o movimento no País, afirmou que o objetivo não é poupar energia elétrica, mas sim, mandar um sinal para todos os governantes de que é preciso tomar providências rapidamente sobre a questão.
"Não se trata de salvar o planeta, mas sim, de salvar a espécie humana, mesmo porque o planeta já sobreviveu há duas extinções em massa", disse.
Ainda de acordo com Álvaro, outras capitais podem aderir à mobilização da Hora do Planeta. Cidades como São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA) já manifestaram o interesse em integrar a ação. O diretor da WWF Brasil espera que de 12 a 14 milhões de brasileiros participem da iniciativa, o que seria um recorde da campanha.
Nesta quarta-feira, o prefeito do Rio de Janeiro garantiu ainda que a segurança será reforçada nos monumentos que terão suas luzes desligadas.
"Obviamente vamos discutir isso com a Policia Militar e com a Guarda Municipal", disse.
Realizada há três anos, na edição de 2008 a Hora do Planeta mobilizou 400 cidades de 35 países. Na ocasião, foi apagada ao mesmo tempo a iluminação de monumentos como o Coliseu de Roma, a ponte Golden Gate, em São Francisco, nos Estados Unidos, e a Opera House, em Sidney, na Austrália. (Fonte: Portal Terra)
BRUXELAS (AFP) - A União Europeia (UE) apresentou nesta quarta-feira suas propostas para conseguir um acordo global sobre mudança climática na próxima conferência da ONU sobre o tema, em dezembro, em Copenhague, dando ênfase à criação de um mercado mundial de carbono antes de 2020.
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A iniciativa de Bruxelas parte da necessidade de uma redução de 30% em relação a 1990 nas emissões de gases de efeito estufa para os países desenvolvidos e um esforço de redução de entre 15 e 30% para as nações em vias de desenvolvimento.
Segundo estimativas de especialistas indepednentes, citadas pela Comissão, os investimentos mundiais para reduzir as emissões deverão aumentar em 175 bilhões de euros (232 bilhões de dólares) anuais em 2020.
Bruxelas afirma que aproximadamente metade dessa quantia deverá corresponder aos países em desenvolvimento, que até 2020 terão poucos custos, mas reconhece que precisarão de um considerável aumento do financiamento procedente dos países desenvolvidos, além da ajuda de instituições multilaterais que reforce sua contribuição ao combate contra a mudança climática.
A UE aprovou em dezembro passado um plano europeu que prevê um triplo objetivo até 2020: reduzir em 20% suas emissões de gases de efeito estufa em relação aos níveis de 1990, elevar a 20% a parte de energias renováveis no consumo energético e reduzir este último também em 20%.
A UE já disse estar disposta a elevar seu esforço até 30% em caso de acordo mundial.
Os bondes não são nenhuma novidade na Europa, mas agora esse tradicional meio de transporte ganha uma inovação: a colocação de gramados nos trechos percorridos pelos veículos. As áreas verdes no meio urbano ajudam a reduzir o efeito estufa, reduzir a poluição e também a tornar o solo mais permeável.
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