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CONSERVE SEU PLANETA, AINDA DA TEMPO ! A coincidência da data do início da nova campanha do WWF-Brasil não
poderia ser mais emblemática: o Dia da Árvore (21 de setembro). Criado
pela agência DM9DDB, o comercial "Money" tem como objetivo
conscientizar a população quanto ao fato de que pequenas ações
isoladas, tanto positivas como negativas, podem dar início a um efeito
cascata de proporções planetárias. A coincidência da data do
início da nova campanha do WWF-Brasil não poderia ser mais emblemática:
o Dia da Árvore (21 de setembro). Criado pela agência DM9DDB, o
comercial "Money" tem como objetivo conscientizar a população quanto ao
fato de que pequenas ações isoladas, tanto positivas como negativas,
podem dar início a um efeito cascata de proporções planetárias. Usando
técnicas de animação e a música "Money, Money (makes the world goes
around)", do musical Cabaré - estrelado na década de 70 por Liza
Minelli - o filme foi criado por Rodolfo Sampaio, Julio Andery e Arício
Fortes. Para produzí-lo, reuniu-se um elenco de primeira linha, todos
trabalhando gratuitamente neste alerta quanto aos riscos da degradação
ambiental.
"Há uma urgência em fazermos algo pelo nosso planeta. Então, o
WWF-Brasil procurou a agência DM9 na busca de uma solução criativa para
passar esta mensagem. Eles se entusiasmaram com a idéia, mobilizaram
parceiros e doaram a realização do filme, contribuindo assim para o
nosso trabalho e com o meio ambiente. Levamos um certo tempo para
nivelar as expectativas e as idéias sobre como passar essa
inter-relação entre o que ocorre nas escalas local, regional, global,
sem fronteiras, as causas e os efeitos, sendo o ser humano o ator
central de tudo o que ocorre no nosso planeta. O filme capturou esse
espírito de maneira exemplar. É um filme que trata de tema muito sério,
a degradação ambiental, porém é lúdico, positivo, aponta a
responsabilidade do homem, seu papel, e também soluções, pois ainda há
tempo", comenta a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú.
Vice-presidente de Criação da DM9DDB e um dos criadores do filme, o
redator Rodolfo Sampaio revela que o projeto consumiu cerca de quatro
meses, em função de sua complexidade, e que foi abraçado com extremo
entusiasmo por todos os integrantes, felizes por se engajar em um
projeto no qual a publicidade pode colaborar efetivamente para mudar
comportamentos e condutas, trazendo benefícios para todos em escala até
mesmo global. O também redator Arício Fortes conta que a criação do
roteiro partiu da idéia de mostrar um homem comum - no caso, um
lenhador - em um ato aparentemente prosaico . O personagem não tem
consciência da magnitude do que faz, que uma "pequena" ação pode dar
início a um efeito dominó, cujas conseqüências acabam por recair sobre
ele próprio.
"A grande mensagem do filme é que, uma hora, o que você faz tem
volta, vai chegar em você. Se você não se engajar nesta luta, se você
não tentar reverter este cenário de devastação, mesmo que através de
pequenos gestos e atitudes que se somarão com gestos de milhões de
outros, um dia tudo pode cair na sua cabeça. Literalmente", diz Sampaio.
Fernando Rocha, da produtora de animação Pix Post, explica que depois
de definida a seqüência de eventos que dão a volta ao mundo no filme,
os animadores começaram a trabalhar em conjunto com a equipe da DM9DDB
no story board, refinando os traços de cada quadro. Em seguida, com a
definição dos personagens , eles foram modelados de forma a permitir a
texturização dos desenhos. Além disso, explica o diretor Tornovsky,
também da Pix Post, o uso de efeitos 3D foi essencial para possibilitar
não apenas liberdade nos movimentos de câmera mas também de proporções
dos objetos em relação ao cenário.
Da mesma forma que a animação, a trilha também desempenha papel
fundamental na trama, tendo sido escolhida pelo seu tom teatral - em um
crescendo, a música vai pontuando a história e mesmo para quem não
compreende a letra em inglês, ela cria uma sensação de ciclo e, ao
mesmo tempo, de urgência . A sugestão para que fosse usada foi de
Sampaio, que ao lembrar da trilha de Cabaré, percebeu que ela poderia
dar o tom ideal à campanha . A música "Money, Money" teve direitos de
uso cedidos pelas editoras Warner Chappell e Universal Music Publishing
Group, que também se engajaram na causa da WWF. A intenção é mostrar
que, se por um lado, o dinheiro é a mola do mundo, que o
desenvolvimento sustentável, feito de forma a preservar os recursos
naturais do planeta, proporciona avanços imensuráveis à humanidade, por
outro lado o comportamento inverso pode ter conseqüências dramáticas:
"A cobiça, a busca inconseqüente apenas pelo lucro, pode ser
devastadora e seus reflexos surgem cada vez mais rapidamente, mais
próximas de nós. Quando falamos de problemas ambientais, queimadas, o
nível dos oceanos subindo, poluição, desmatamento, temos a tendência de
achar que é um problema abstrato, que está longe de nós. Mas a verdade
é que está cada vez mais próximo. Na tosse que leva milhares aos
hospitais no inverno pela má qualidade do ar , no mar tomando o
calçamento e chegando às fundações de prédios na orla de Pernambuco, no
risco de extinção de animais que conhecemos na nossa infância e que
nossos netos talvez nem venham a conhecer", compara Rodolfo Sampaio.
Da descoberta da música à versão final ouvida no comercial, o trabalho
passou por diversas fases, conta Tula Minassian, da produtora de som
Play it again. Gravada por um coro feminino, um coro infantil e, em
primeiro plano, a voz do cantor e ator Alaor Coutinho - tem timbre bem
aproximado ao que se tinha na versão original -, as vozes se sobrepõem
em um contracanto que gera uma espécie de cacofonia que dá ritmo a o
filme. Como explica o produtor Lollo Anderssen, a missão era árdua:
reproduzir, no estúdio, o "acting" da música. Para facilitar a vida dos
cantores-mirins, a música em inglês ganhou uma espécie de "cola", uma
"versão fonética" escrita da forma como as palavras são pronunciadas.
"Enfim, a mensagem é: "faça alguma coisa pelo planeta". Porque se não,
você não vai ter planeta. Ainda há tempo. Cuide, ajude, incentive,
ensine. Afilie-se ao WWF-Brasil. Tudo que você fizer em prol da sua
casa, que é a Terra, vai voltar para você" conclui Sergio Valente,
presidente da DM9DDB. Ozonosfera - O famoso buraco na camada de ozonioEm volta da Terra há uma frágil camada de um gás chamado ozônio
(O3), que protege animais, plantas e seres humanos dos raios
ultravioleta emitidos pelo Sol. Na superfície terrestre, o ozônio
contribui para agravar a poluição do ar das cidades e a chuva ácida.
Mas, nas alturas da estratosfera (entre 25 e 30 km acima da
superfície), é um filtro a favor da vida. Sem ele, os raios
ultravioleta poderiam aniquilar todas as formas de vida no planeta.
Na atmosfera, a presença da radiação ultravioleta desencadeia um
processo natural que leva à contínua formação e fragmentação do ozônio,
como na imagem abaixo: O que está acontecendo com a camada de ozônio?
Há evidências científicas de que substâncias fabricadas pelo homem
estão destruindo a camada de ozônio. Em 1977, cientistas britânicos
detectaram pela primeira vez a existência de um buraco na camada de
ozônio sobre a Antártida. Desde então, têm se acumulado registros de
que a camada está se tornando mais fina em várias partes do mundo,
especialmente nas regiões próximas do Pólo Sul e, recentemente, do Pólo
Norte.
Diversas substâncias químicas acabam destruindo o ozônio quando reagem
com ele. Tais substâncias contribuem também para o aquecimento do
planeta, conhecido como efeito estufa. A lista negra dos produtos
danosos à camada de ozônio inclui os óxidos nítricos e nitrosos
expelidos pelos exaustores dos veículos e o CO2 produzido pela queima
de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo. Mas, em termos de
efeitos destrutivos sobre a camada de ozônio, nada se compara ao grupo
de gases chamado clorofluorcarbonos, os CFCs. Como os CFCs destroem a camada de ozônio? Depois de liberados
no ar, os CFCs (usados como propelentes em aerossóis, como isolantes em
equipamentos de refrigeração e para produzir materiais plásticos) levam
cerca de oito anos para chegar à estratosfera onde, atingidos pela
radiação ultravioleta, se desintegram e liberam cloro. Por sua vez, o
cloro reage com o ozônio que, conseqüentemente, é transformado em
oxigênio (O2). O problema é que o oxigênio não é capaz de proteger o
planeta dos raios ultravioleta. Uma única molécula de CFC pode destruir
100 mil moléculas de ozônio.
A quebra dos gases CFCs é danosa ao processo natural de formação do
ozônio. Quando um desses gases (CFCl3) se fragmenta, um átomo de cloro
é liberado e reage com o ozônio. O resultado é a formação de uma
molécula de oxigênio e de uma molécula de monóxido de cloro. Mais
tarde, depois de uma série de reações, um outro átomo de cloro será
liberado e voltará a novamente desencadear a destruição do ozônio.Quais os problemas causados pelos raios ultravioleta?
Apesar de a camada de ozônio absorver a maior parte da radiação
ultravioleta, uma pequena porção atinge a superfície da Terra. É essa
radiação que acaba provocando o câncer de pele, que mata milhares de
pessoas por ano em todo o mundo. A radiação ultravioleta afeta também o
sistema imunológico, minando a resistência humana a doenças como herpes.
Os seres humanos não são os únicos atingidos pelos raios ultravioleta.
Todos as formas de vida, inclusive plantas, podem ser debilitadas.
Acredita-se que níveis mais altos da radiação podem diminuir a produção
agrícola, o que reduziria a oferta de alimentos. A vida marinha também
está seriamente ameaçada, especialmente o plâncton (plantas e animais
microscópicos) que vive na superfície do mar. Esses organismos
minúsculos estão na base da cadeia alimentar marinha e absorvem mais da
metade das emissões de dióxido de carbono (CO2) do planeta.O que é exatamente o buraco na camada de ozônio?
Uma série de fatores climáticos faz da estratosfera sobre a Antártida
uma região especialmente suscetível à destruição do ozônio. Toda
primavera, no Hemisfério Sul, aparece um buraco na camada de ozônio
sobre o continente. Os cientistas observaram que o buraco vem crescendo
e que seus efeitos têm se tornado mais evidentes. Médicos da região têm
relatado uma ocorrência anormal de pessoas com alergias e problemas de
pele e visão.
O Hemisfério Norte também é atingido: os Estados Unidos, a maior parte
da Europa, o norte da China e o Japão já perderam 6% da proteção de
ozônio. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA)
calcula que cada 1% de perda da camada de ozônio cause 50 mil novos
casos de câncer de pele e 100 mil novos casos de cegueira, causados por
catarata, em todo o mundo. NASA - ACOMPANHAMENTO DA OZONOSFERA (INGLES) http://learners.gsfc.nasa.gov/mediaviewer/ExploringOzone/
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